segunda-feira, 23 de maio de 2011

Palestra - A dinâmica social das periferias: o olhar de um pesquisador estrangeiro em São Paulo

Sexta do Mês apresenta:


"A dinâmica social das periferias: o olhar de um pesquisador estrangeiro em São Paulo"

Palestrante: Robert Cabanes - Institut de Recherche pour Le Développement - Paris

Mediadora: Profa. Dra. Rose Satiko Hikiji (Antropologia Social-USP)
Debatedor: Alexandre Pereira (Doutor em Antropologia Social-USP)

Prédio Filosofia e Ciências Sociais (FFLCH/USP)
Data: 27 de maio de 2011
Horário: 10 horas
Local: Sala 24

Crédito da imagem do cartaz: Alexandre Pereira

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Palestra - O consumo das classes populares: lacunas e desafios da antropologia brasileira

Sexta do Mês apresenta:


"O consumo das classes populares: lacunas e desafios da antropologia brasileira"

Palestrante: Profª. Drª. Rosana Pinheiro Machado (ESPM - RS)

Coordenadora: Profª. Drª. Ana Cláudia Marques (PPGAS/USP)
Debatedora: Magda Ribeiro (doutoranda em Antropologia Social - PPGAS/USP)

Prédio Filosofia e Ciências Sociais (FFLCH/USP)
Sexta-Feira, 29 de abril de 2011
10:00 horas
Sala 24

Conheça o trabalho da Profª. Drª. Rosana Pinheiro Machado através de seu site:

sexta-feira, 18 de março de 2011

Palestra - Alteridade: um problema antropológico?

Sexta do Mês apresenta:


"Alteridade: um problema antropológico?"

Palestrante: Profª. Drª. Paula Montero (PPGAS/USP)

Coordenador: Prof. Dr. Julio Simões (PPGAS/USP)
Debatedora: Jacqueline M. Teixeira (Mestranda-PPGAS/USP).

Prédio Filosofia e Ciências Sociais
Sexta-Feira, 25 de março de 2011
10:00 horas
Sala 24

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Palestra - A Antropologia dos laudos periciais e o reconhecimento de comunidades quilombolas

Sexta do Mês e NADIR apresentam:





"A Antropologia dos laudos periciais e o reconhecimento de comunidades quilombolas"

Palestrantes: José Maurício Arruti (PUC-RJ) e Deborah Stucchi (MPF/Unicamp)

Coordenadora:
Profª. Drª. Ana Lúcia Pastore (USP)
Mediadora: Rebeca A. Campos Ferreira (mestranda/USP)

Prédio de Filosofia e Ciências Sociais - FFLCH/USP
Data: 22 de outubro de 2010.
Horário: 14 horas.
Local: Sala 14 

terça-feira, 28 de setembro de 2010

A origem das espécies

Não se trata de uma obra surgida ao acaso, ao sabor da especulação filosófica, do pensamento mágico. Ela é o resultado de toda uma vida dedicada ao esforço humano de entender o funcionamento da Natureza com base nos fatos e evidências apresentados pela própria Natureza.

Darwin,
A origem das espécies


É como se o saber da evolução nos antecedesse. Por paradoxal que seja, parece que o muito saber costuma produzir, como efeito, a percepção de que pouco se sabe. Mas basta prestar atenção para nos darmos conta do automatismo com que evocamos o vasto pensamento da evolução (nas suas mais diversas nuances e versões, seus diversos matizes) para compreender resistências e variações mutacionais de formas orgânicas nas investigações sobre agentes patológicos, nos estudos ambientais e ecológicos, assim como para designar o trabalho dos laboratórios no enfrentamento das vicissitudes de poluição em cultivo de células, ou ainda para a explicação de cientistas, médicos e público moderno a respeito, por exemplo, das superbactérias de hospital, desafio farmacológico e de saúde pública: pois sabemos que se trata de bactérias de alto poder contra antibióticos, uma vez que são incrivelmente capazes de variar, criar e conservar sua linhagem – a própria “sobrevivência do mais apto”. A natureza de um material celular ou genético, seus estados estáveis e suas transformações, explicam-se pelo pensamento evolutivo que Darwin protagoniza. Mas é também difícil evitá-lo quando refletimos sobre as manifestações do corpo (manifestações “biológicas”, como tantas vezes assim denominamos) ou quando visamos os fenômenos aparentados que os seres orgânicos guardam entre si, numa história comum pontuada pela gradual origem das espécies. Mesmo uma concepção imprecisa de que “viemos dos macacos” – tão imprecisa e tão corrente – indica, no entanto, a compreensão de um parentesco evolutivo entre as formas vivas, afinal um mesmo solo que permite que as experiências científicas e laboratoriais com ratos ou coelhos sirvam de parâmetro a humanos, já que animais e mamíferos partilham de uma história evolutiva, una em seus fundamentos, próxima pelo “gradualismo” postulado e explicado pela biologia evolutiva: assemelham-se ou são comparáveis e tradutíveis em formação orgânica, metabolismo, reações a agentes, como p. ex. face às “drogas- teste” dos experimentos farmacológicos.

Concedamos que efeitos de ocultação podem provir daquilo que tende ao invisível – mesmo daquilo que chamaríamos de banalidades. Aí os recintos de laboratório (parentes das garrafas e dos recipientes de todo tipo com os quais convivemos diariamente) parecem tão supostos e incontroversos (banais, naturalizados, evidentes) quanto o pensamento da evolução. De tão visíveis, tendem a se tornar irrefletidos. É como se o sucesso da produção modernista da natureza (a própria produção da verdade) fosse dependente desse mecanismo de tornar obliterados as mediações e os manejos que o permitiram. Inversamente, esses processos se tornam visíveis quando o experimento fracassa – quando, portanto, a dadificação não se completa, não se realiza, levando a que o experimento que se queria encaminhado à verdade dura de uma “caixa-preta” seja agora reaberto. Segue-se que o sucesso do empreendimento científico dos laboratórios de ciências naturais parece intimamente ligado a esse incrível poder da verdade moderna em nublar ou obscurecer os meios que levam a ela – mas aqueles meios que, somente a posteriori, se confirmam como corretos, eficazes ou bem-sucedidos. Poder de encerrar discussões em “caixas-pretas” (Latour 2000), de dadificar o dado. Tal poder, capaz de cortar a rede de suas mediações, talvez possa ser encarado como uma face mágica da modernidade – espécie de magia da obnubilação.

S. Marras,
Recintos, evolução, obliteração dos modernos.

Darwin, cosmógrafo da modernidade?

Deve valer a pena ler A origem das espécies e conferir.
http://ecologia.ib.usp.br/ffa/arquivos/abril/darwin1.pdf

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Pasta na xerox!

A Sexta do Mês agora possui uma pasta na xerox, é a pasta 8! Os textos serão colocados lá alguns dias antes das palestras e retirados logo em seguida. O texto para a palestra do Stelio Marras no dia 24/09, estarão na pasta a partir de terça-feira (21/09) pela tarde.